DIA MUNDIAL DO LEITE

NÃO SÓ NO DIA MUNDIAL DO LEITE: TOME 2 COPOS POR DIA

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) recomenda o consumo de um a dois copos de leite por dia. Para os seis bilhões de pessoas em todo o mundo que consomem regularmente leite, isso soma 2,4 bilhões de litros por dia – ou a capacidade de 960 piscinas olímpicas. O mundo está produzindo leite suficiente para satisfazer essa demanda? Não. Mas isso pode mudar.

Você provavelmente já tomou leite hoje – no café, com seu cereal matinal ou mesmo puro. Para a maioria das pessoas, o leite faz parte de uma dieta equilibrada. E por uma boa razão: o leite de vaca é uma fonte de proteína de alta qualidade e fornece minerais, como o cálcio e o magnésio, assim como várias vitaminas do complexo B. O leite contém todos os aminoácidos essenciais em proporções equilibradas.

Mas o volume atual de produção não é suficiente para alimentar a população mundial no longo prazo. A ONU estima que até 2050 quase 9 bilhões de pessoas viverão na Terra. Apenas na África, a FAO estima um aumento de 1 bilhão de pessoas até meados deste século. Isso significa que haverá uma demanda adicional de cerca de 400 milhões de litros. Na Ásia, o consumo de leite e produtos lácteos deverá aumentar em 125%. Além do crescimento populacional, o aumento da renda nos países emergentes e a mudança dos hábitos alimentares estão promovendo o consumo de leite.

Há duas formas atender à crescente demanda por leite: mais vacas ou vacas que produzam mais leite. “Por razões econômicas e ambientais, seria melhor aumentar a produção de leite das vacas, em vez de aumentar o tamanho rebanho”, diz o Dr. Winfried Heimbeck, gerente do produto Mepron® da Evonik. Mais vacas consumiriam muito mais recursos naturais, como terras agriculturáveis e água, ambas disponíveis em quantidades limitadas.

E existem grandes diferenças na produção de leite por cabeça em todo o mundo. Na Índia, uma vaca produz, em média, 1.500 litros de leite por ano, enquanto que nos EUA, uma vaca produz 10.000 litros. O Dr. Heimbeck tem algumas ideias de como preencher esta lacuna: “De um modo geral, as condições de criação devem ser melhoradas. Isso inclui, entre outras coisas, bons cuidados veterinários, água suficiente e, obviamente, rações de alta qualidade”. 

BOAS RAÇÕES, BOA PRODUÇÃO DE LEITE.

Ração é a palavra-chave, porque apenas vacas bem alimentadas podem ter boa produção de leite. E uma boa nutrição começa com um consumo balanceado de aminoácidos essenciais, como a metionina e a lisina – os alicerces da vida, as proteínas que promovem o crescimento e o desempenho. Se um aminoácido essencial, como a metionina, estiver faltando, todos os outros aminoácidos não poderão ser utilizados para síntese proteica pelo animal. Como consequência, o desempenho do animal piora e, com isso, a quantidade de leite produzida.

Os produtores de leite tradicionalmente enriquecem as rações com fontes de proteína, como colza ou soja. Mas isso não permite a dosagem precisa de cada aminoácido e é por isso que as vacas costumam dispor de pouca metionina para metabolizar sua ração de maneira eficiente. Nutrientes úteis são excretados sem ter sido usados. Isso aumenta a emissão de nitrogênio no meio ambiente e contribui para a alta poluição por nitrato das águas subterrâneas.

O uso direcionado de Mepron®, o aminoácido DL-metionina especialmente projetado para ruminantes, permite redução significativa do teor de proteína da ração. Graças à formulação especial do Mepron®, a metionina é liberada principalmente no intestino delgado, onde pode ser absorvida de forma mais eficiente e – o mais importante – disponibilizada para a produção de proteína do leite. Isso permite a redução de cerca de 10% do teor de proteína das rações de vacas leiteiras. O produtor pode reduzir o custo de ração sem perdas de desempenho e, simultaneamente, o fígado e o metabolismo da vaca são poupados, já que menos componentes da proteína precisam ser degradados. O meio ambiente é beneficiado de várias maneiras, porque é necessária menos área para o cultivo de culturas, como a colza ou a soja, e 15 a 20% menos nitrogênio é excretado, reduzindo a poluição das águas subterrâneas.

Em conjunto, estes fatores contribuem para uma proposta vantajosa que pode ajudar a garantir a disponibilidade de leite em todo o mundo. E isso é uma boa notícia para produtores de rações e de leite e para a sociedade como um todo.